sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu triste sou calada. Eu brava sou estúpida. Eu lúcida sou chata.
Eu gata sou esperta. Eu cega sou vidente. Eu carente sou insana.
Eu malandra sou fresca. Eu seca sou vazia. Eu fria sou distante.
Eu quente sou oleosa. Eu prosa sou tantas. Eu santa sou gelada.
Eu salgada sou crua. Eu pura sou tentada. Eu sentada sou alta.
Eu jovem sou donzela. Eu bela sou fútil. Eu útil sou boa.
Eu à toa sou tua.

Martha Medeiros.
"... as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas."


Das Parfum (O Perfume, história de um assassino).
Patrick Süskind
Quero apenas cinco coisas...

Primeiro o amor sem fim,
A segunda ver o outono,
A terceira o grave inverno,
Em quarto lugar, o verão,
A quinta coisa são seus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos. Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda.
Você tem um olhar de quem estaria disposta a cometer loucas? Tem que ter! Você precisa dele para ser realmente feliz.
Martha Medeiros.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

No one knows what it's like to feel this feelings, like I do, and I blame you!
Talvez não seja o correto, mas o faço.                                                                                Limp Bizkit.
- Somente teu nome é meu inimigo. Tu és tu mesmo, sejas ou não um Montecchio. Que é um Montecchio? Não é mão, nem pé, nem braço, nem rosto, nem outra parte qualquer pertencente a um homem. Oh! Sê outro nome! Que há em um nome? O que chamamos de rosa, se tivesse outro nome, exalaria o mesmo perfume tão agradável; e assim, Romeu, se não se chamasse Romeu, preservaria essa cara perfeição que possui sem o título.




Romeu e Julieta, Ato II, Cena II

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011